Doenças Inflamatórias Intestinais: Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa
- leticiaadornogastr
- 18 de jun.
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Atualizado: 20 de jun.
As Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) são doenças que acometem o intestino de forma crônica e que, se não tratadas, evoluem para complicações como fístulas, abscessos, perda de peso importante, desnutrição e até cirurgias (retirada do intestino e colocação de bolsa de colostomia). As principais doenças deste grupo são: Doença de Crohn (DC) e Retocolite Ulcerativa (RCU).

Quais são as causas destas doenças?
As DIIs têm causas multifatoriais que envolvem uma combinação de fatores genéticos, ambientais e imunológicos. Isso significa que a pessoa que desenvolveu Doença de Crohn ou Retocolite Ulcerativa nasceu com uma predisposição genética que foi influenciada ao longo da vida por fatores imunológicos e ambientais que contribuiram para que a doença surgisse.
Fatores Genéticos
Histórico familiar de doenças inflamatórias intestinais.
Presença de genes associados à resposta imunológica alterada.
Fatores Imunológicos
Resposta imunológica inadequada a bactérias intestinais.
Disfunção na regulação do sistema imunológico.
Fatores Ambientais
Exposição a certos agentes infecciosos.
Uso de antibióticos em excesso.
Estilo de vida e dieta, incluindo consumo de alimentos ultraprocessados.
Sedentarismo.
Tabagismo.
Fatores Psicológicos
Estresse e fatores emocionais que podem exacerbar os sintomas.
Quais as diferenças entre as duas doenças e seus sintomas?
A DC pode acometer qualquer parte do trato digestivo, desde a boca até o anus. Ela pode evoluir para fístulas, estenoses e abscessos. Já a RCU é uma doença restrita ao intestino grosso, acomete principalmente o reto. Muitas vezes elas podem se confundir por apresentarem sinais e sintomas semelhantes. É necessária a avaliação do médico especialista em DIIs para o correto diagnóstico.
Ambas as doenças podem manifestar diarréia crônica, sangue nas fezes, dor abdominal, distensão, emagrecimento e perda de nutrientes. Alguns casos de DC se apresentam apenas com constipação e obstrução intestinal, sem diarréia. Outros sinais importantes: aftas orais recorrentes, muco nas fezes, lesões de pele e olho vermelho.
Como é feito o diagnóstico?
O processo de diagnóstico para a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa envolve várias etapas, começando pela anamnese, que é a coleta da história clínica do paciente. Esta etapa é crucial, pois o médico precisa de informações detalhadas, incluindo:
Doenças crônicas
Medicações de uso contínuo
Hábitos alimentares e de estilo de vida
Cirurgias prévias
Sinais e sintomas
Com base na história, o médico solicitará os exames necessários, que incluem:
Exames laboratoriais de sangue e fezes
Tomografia ou Ressonância de abdome
Endoscopia e/ou Colonoscopia
E o tratamento? É para a vida toda?
Na maioria dos casos, o paciente necessitará usar a medicação pelo resto da vida por se tratar de doença crônica. Existe controle, em que o paciente fica assintomático por longos períodos, mas, infelizmente, não tem cura (raríssimos os casos em que o indivíduo consegue ficar sem a medicação de uso contínuo).
São várias as opções de tratamento, felizmente existem hoje diferentes drogas, podendo elas serem orais, endovenosas ou subcutâneas. A escolha depende do tipo de DII, da gravidade, da idade do paciente, das complicações existentes, entre outros fatores individuais.
Considerações Finais
Como vimos, a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa possuem controle se bem conduzidas e tratadas. É de extrema importância o entendimento por parte do paciente e, mais ainda, a boa condução do caso pelo profissional. A relação médico-paciente neste contexto se torna essencial, visto que será uma parceria de longa data. Procure um profissional de confiança e especialista no assunto.



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