Disbiose Intestinal: supercrescimento bacteriano no intestino
- leticiaadornogastr
- 25 de mai.
- 3 min de leitura
Atualizado: 28 de jun.
Já entendemos no post anterior que trilhões de microorganismos, dentre eles as bactérias, compõem a nossa microbiota intestinal. A princípio, eles viveriam em hamonia, sem nos causar dano algum. Acontece que vários fatores contribuem para o desequilíbrio desta relação e, a partir disso, há proliferação exagerada de "microorganismos do mal" e diminuição de "microorganismos do bem", causando a tão falada Disbiose Intestinal. Isso faz com que a pessoa comece a sentir diversos incômodos: estufamento, gases abdominais em excesso, cólica, fezes mal formadas (diarreia ou constipação), indigestão, deficiência de vitaminas, fadiga, dor de cabeça recorrente.
Veja os fatores causadores abaixo.

Quais fatores contribuem para Disbiose Intestinal?
Sabemos que existem fatores de risco estabelecidos para o Supercrescimento Bacteriano do Intestino (SIBO, IMO e ISO), são eles:
Diabetes Mellitus
Cirurgia Bariátrica
Colecistectomia (retirada da vesícula biliar)
Uso crônico de "prazóis" (Omeprazol, Pantoprazol, Esomeprazol...)
Uso recorrente de antibióticos
Constipação Intestinal
Endometriose
Fibromialgia
Hipermotilidade (Ex.: Ehlers-Danlos)
Doença Celíaca
Doença de Crohn
Retocolite Ulcerativa
Síndrome do Intestino Irritável
Gastroenterite infecciosa prévia
Mas vale ressaltar que vem aumentando o número de pessoas que não possuem os fatores de risco acima e, ainda assim, desenvolvem disbiose intestinal. A grande maioria delas não tem um estilo de vida saudável, são sedentárias e comem mal (alimentos ultraprocessados, fast foods, excesso de açúcar e poucas fibras). O estilo de vida não saudável também pode ser encarado como um gatilho de desequilíbrio da microbiota.
Quais as diferenças entre SIBO, IMO e ISO?
É importante dizer que todos estes termos referem-se à proliferação exagerada de bactérias no intestino e, consequentemente, ao aumento da produção de gases abdominais. O que muda são os tipos de bactérias e gases, além de modificar o tratamento.
SIBO: supercrescimento de bactérias produtoras de Hidrogênio.
IMO: supercrescimento de bactérias produtoras de Metano.
ISO: supercrescimento de bactérias produtoras de Sulfeto.
Saber diferenciar o tipo de disbiose do paciente é fundamental, para isso é necessária uma história bem feita, um atendimento especializado e um diagnóstico bem estabelecido.
Como é feito o diagnóstico?
Tudo começa na anamnese, ou seja, na coleta da história do paciente, pois, como já vimos, o médico precisa de informações específicas de cada pessoa, como cirurgias prévias, comorbidades crônicas, medicações de uso contínuo, hábitos alimentares, entre outros. Após, ele vai formular sua hipótese principal e solicitar os exames necessários. Aqui, é importante falar sobre o teste respiratório, um exame capaz de detectar se o paciente está produzindo gases em excesso e qual o tipo de gás, o que vai direcionar o tratamento correto.
Teste Respiratório
O teste respiratório para disbiose intestinal é um exame que avalia a presença de gases produzidos por bactérias no intestino. O procedimento envolve as seguintes etapas:
Preparação: O paciente deve seguir uma dieta específica por alguns dias antes do teste, evitando alimentos que possam interferir nos resultados, como açúcares e carboidratos fermentáveis.
Coleta de amostras: O teste geralmente começa com a coleta de uma amostra do ar exalado do paciente em jejum, que será usada como linha de base.
Ingestão de substância: O paciente ingere uma solução contendo um carboidrato específico, como a lactulose ou a glicose, que será fermentado pelas bactérias intestinais.
Coleta de amostras de ar: Após a ingestão da solução, amostras de ar são coletadas em intervalos regulares (geralmente a cada 15 minutos) durante um período de 2 a 3 horas. O ar exalado é analisado para medir os níveis de hidrogênio, metano e, até, sulfeto.
Considerações Finais
A disbiose intestinal é uma condição que pode impactar significativamente a saúde geral do indivíduo. Os sintomas citados acima não devem ser ignorados. A avaliação profissional permitirá um diagnóstico preciso e o desenvolvimento de um plano de tratamento adequado, visando restaurar o equilíbrio da sua microbiota intestinal e melhorar a sua qualidade de vida. Não hesite em buscar ajuda especializada para cuidar da sua saúde intestinal.



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